Concentre-se. Feche os olhos. Lembre-se daquele dia no carro. Segura esse sorriso de canto, não corta o barato, me escutou? Eu sei que sou mandona. Sei que sou insolente. Mas gosto disso e você também, então concentre-se e tente imaginar que por uma eventualidade, estamos nos beijando agora. Enxerga aquele momento de calmaria e silêncio, em que as respirações se misturam.

Sente aquele calor que inunda nossos corpos, enquanto você me puxa para cima de você e a gente esquece que o espaço é muito pequeno para nossas vontades, mas nos junta de uma forma gostosa. Ria comigo enquanto a gente se livra das roupas, se devorando por entre os beijos, os chupões e as mordidas demoradas. Colocas suas mãos em mim, você sabe que eu gosto. Deixa eu morder sua boca, você sabe que você gosta. Me arranca a blusa, tira essa sua calça. Me ajuda a encaixar da melhor forma possível para que cada célula do meu corpo possa reconhecer o teu.

Corre suas mãos pelo o corpo, toca, aperta, arranha, morde e chupa. Me excita. Me faz gemer. Você gosta de ouvir e eu gosto de gritar. Deixa eu passar a língua por toda a extensão do seu corpo. Deixa eu brincar e fazer do modo como a gente gosta. Pode falar que quer me comer. Pode olhar enquanto eu me contorço no seu colo, sentindo o corpo tremer. Pode dá tapa. Pode puxar meu cabelo. Pode me amarrar. Pode dizer que eu sou gostosa e difícil. Pode dizer que gosta.

A gente sabe onde vai terminar essa história, e a gente sabe que ela sempre recomeça depois de um momento de calmaria que antecede você partindo para cima de mim. Eu adoro nossa troca. Então troca; troca essa energia comigo. Troca esse beijo e essa vontade comigo, troca toda essa vontade. Desapegue-se da vergonha. Desapegue-se do tempo e de normais morais. A gente tirou isso tudo logo de cara, antes mesmo de tirarmos a roupa.

Se você ainda estiver conseguindo se concentrar, vem logo. Eu gosto da nossa troca, mas gosto mais ainda das suas mãos em mim e de como você consegue me desvendar. Sei que você adora também.